quinta-feira, 10 de novembro de 2022
Hb 5.11-14
Tradução e comentário de Hebreus 5.11-14
Texto grego:
11 Περὶ οὗ πολὺς ἡμῖν ὁ λόγος καὶ δυσερμήνευτος λέγειν ἐπεὶ νωθροὶ γεγόνατε ταῖς ἀκοαῖς
12 καὶ γὰρ ὀφείλοντες εἶναι διδάσκαλοι διὰ τὸν χρόνον πάλιν χρείαν ἔχετε τοῦ διδάσκειν ὑμᾶς τινα τὰ στοιχεῖα τῆς ἀρχῆς τῶν λογίων τοῦ Θεοῦ καὶ γεγόνατε χρείαν ἔχοντες γάλακτος [καὶ] οὐ στερεᾶς τροφῆς
13 πᾶς γὰρ ὁ μετέχων γάλακτος ἄπειρος λόγου δικαιοσύνης νήπιος γάρ ἐστιν
14 τελείων δέ ἐστιν ἡ στερεὰ τροφή τῶν διὰ τὴν ἕξιν τὰ αἰσθητήρια γεγυμνασμένα ἐχόντων πρὸς διάκρισιν καλοῦ τε καὶ κακοῦ
Tradução
11 A cerca disso, a palavra e a difícil interpretação temos muito a falar, visto que tardios vos tornastes em ouvir.
12 Pois também devendo ser mestres por causa do tempo, estais em necessidade de que alguém vos ensine os princípios elementares dos oráculos de Deus e tende necessidade de leite e não de alimento sólido.
13 Pois todo precisa participar de leite é inexperiente na palavra da justiça, pois é criança;
14 mas o alimento sólido é para os perfeitos, que através da prática as faculdades de discenimento estão desenvolvidas para julgar tanto o bem quanto o mal.
Comentário
O texto da carta aos Hebreus é realmente muito mais complexo de se traduzir que os demais do Novo Testamento grego. O vocabulário é rico, tendo muitas palavras que só ocorrem aqui, as chamadas HAPAX LEGOMENAS, palavras que ocorrem uma única vez, como é o caso de ÉCSIS que traduzi por "prática" e DYSERMÉNEUTOS (difícil interpretação). Há muito a construção genitivo absoluto, em que toda a fraseologia é construída no caso genitivo.
Essa passagem é valiosa porque mostra que o ofício de mestre tido como um dom de Cristo para o ministério (Ef 4.11) pode ser adquirido pelo tempo e não apenas por vocação, desde que haja um cuidado em atentar para a doutrina cristã.
No verso 11 a difícil interpretação vem acompalhada da palavra a ser interpretada, por isso fiz questão de destacar isso. Os irmãos a quem a carta foi dirigida não liam nem a palavra que tinha que ser interpretada, daí o motivo de muito ter de falar para eles.
Os princípios elementares da doutrina cristã que alguém precisava ensinar aos endereçados, encontram-se alistados logo no capílo seguite (6.1 e 2) sendo eles: Arrependimento, fé, ensinos de batismos e imposição de mãos, ressurreição dos mortos e juízo eterno. Eis os itens do catecismo cristão, negligenciados por conta da polêmica exarcebada do texto de Hb 6.4-6.
Lc 23.43
Explicando Lucas 23.43 que diz ''E disse-lhe em verdade te digo, hoje comigo estarás no paraíso''.
Adventistas e Testemunhas de Jeová explicam esse texto que claramente defende a imortalidade da alma do mesmo modo, dizem que os textos gregos originais não tinham vírgula. Sim, mas se esquecem que depois o texto grego foi pontuado precisamente e nesse texto não foi colocada a vírgula.
O argumento dos adventistas e das testemunhas de Jeová na verdade é contra eles mesmos, pois quem precisa de vírgula para esse texto afim de justificar suas doutrinas são eles, pois o texto original não tinha pontuação.
E na verdade o problema não é de pontuação, mas de arranjo sintático das palavras. Se Jesus quisesse dizer como desejam os adventistas e as testemunhas de Jeová sua frase seria: Hoje em verdade te digo que estarás comigo no paraíso'', mas Jesus não falou assim, o que Ele disse foi: Em verdade te digo, hoje estarás comigo no paraíso. A palavra 'hoje' (SÉMERON em grego) está depois da frase ''eu te digo'' e não antes.
Deve-se ainda dizer que ninguém ao falar diz que ao falar fala hoje, isso não tem sentido, quando falamos algo, falamos naquele momento, que é o hoje. Se fosse para dizer algo parecido como querem as testemunhas de Jeová ou os adventistas, Jesus teria usado o advérbio ''agora'' (VUV em grego) e não ''hoje''.
Jesus ao falar ao malfeitor buscava confortá-lo já lhe antecipando algo, o homem pediu para ir ao Reino de Deus, e Jesus lhe disse, que já naquele dia, estaria com Ele no paraíso.
E só complementando, alguns têm dito que existe uma regra grega que um advérbio grego entre dois verbos se liga ao verbo antecessor, mas em Lc 23.43 o advérbio ''hoje'' não está entre dois verbos, ele segue imediatamente o verbo dizer, que geralmente iniciava uma declaração. Já em Lc 19.5 quando Jesus disse ''desce depressa, hoje convém ficar em tua casa'', o mesmo advérbio grego ''hoje'' está imediatamente antecedido de um verbo, no caso, o verbo descer, e a vírgula é colocada entre esse verbo o advérbio no texto grego, exatamente como em Lc 23.43.
P.S.: É preciso que se diga, que o códex ou códice vaticano do quarto século apresenta uma pontuação feita de data anterior a sua confecção, visto que no século quarto o grego koiné não era pontuado. Essa pontuação que se apresenta é bem posterior e de modo algum é original, foi feita por alguém que tentou pontuar o manuscrito muitos anos depois. O códex sinaítico da mesma data desse, por exemplo, não tem correção posterior nesse versículo, visto que também ele tem essa mesmo tipo de correções posteriores. Para quem estuda a crítica textual essas correções posteriores não são levadas em conta, mas apenas o texto original.
E vendo a correção do manuscrito nesse verso, percebe-se que não havia espaço para se colocar uma vírgula no versículo e que sem dúvida ela é posterior.
O tal hebraísmo que, segundo o adventista Rodrigo Silva, supostamente influenciou o grego bíblico, como na frase do texto hebraico "o mandamento que hoje te ordeno", é de fato ligado a muitos textos do Antigo Testamento, mas não se trata de um hebraísmo, mas do simples fato de se relatar o que acontecia ou o que Deus ordenava naquele mesmo dia, afinal a Palavra de Deus estava sendo escrita ou sendo proferida naquele instante, e é isso que é enfatizado e que não influenciou o grego do Novo Testamento que já se confirmou era o mesmo usado pelos escritores não cristãos da época do helenismo, onde se escrevia e falava esse dialecto, o koiné. Além do mais, uso do advérbio "hoje" numa posição para que significasse "agora" é perfeitamente possível, mas não é o caso de Lc 23.43 visto, como já expliquei, Jesus queria antecipar para aquele dia o pedido futurístico do malfeitor crucificado ao seu lado, era como uma garantia de sua estada no Reino que Cristo implantará.
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O hebraico e a Trindade
Os termos hebraicos que confirmam a doutrina da Trindade e os argumentos dos unicistas.
Em hebraico há duas palavras para 'um': אֶחָֽד = Echad e יָחִיד = Yachid, que significam, respectivamente, “unidade composta” e “unidade absoluta”. E em Dt. 6.4 um texto chave para o monoteísmo bíblico, que declara que o Senhor é um, a palavra usada é Echad 'um composto' e não Yachid que significa 'um absoluto' e isso é um dos argumentos que aponta uma clara defesa da Trindade, mostrando que já no Antigo Testamento Deus já era apontado como um ser em pluralidade como ensina a doutrina da Trindade, um único Deus constituído de três pessoas. Todavia, os unicistas, os que defendem que Deus é uma única pessoa tem procurado argumentar para defender suas ideias apresentando alguns textos que parecem negar esse fato. E aqui veremos seus argumentos e faremos os devidos esclarecimentos.
A) Tentando dizer que Yachid não significa unidade absoluta.
Dizem os unicistas: Isaque é classificado como único filho de Abraão em Gn. 22.2. “E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque…” Mesmo sendo usado Yachid, no original hebraico, ele não era, absolutamente, o único. Abraão tinha outros filhos: Ismael, por exemplo, Gn. 16.15. Mais velho que Isaque 20 anos, além de filhos de sua velhice com suas concubinas Gn. 25.6. O fato de Isaque ser chamado de ÚNICO se explica porque unidade absoluta não é o conceito da palavra יָחִיד (Yachid), podendo significar além de único, sozinho; abandonado, etc. Usam, também, na tentativa de confirmar o que pretendem, Pv. 4.3, mas este, de igual modo, não confirma o conceito pretendido, pois se reconhecermos Salomão como o escritor do capítulo 4, ele poderia ser o único de sua mãe, mas não era o único de seu pai, por aí, também, não teríamos a unidade absoluta requerida pelos argumentadores.
Refutação: Isaque era sim o único filho de Abraão e Sara, que Deus tinha feito o herdeiro da promessa. Assim, o fato de Abraão ter outros filhos com outras mulheres não nega que Isaque era o único filho de Abraão e Sara e o único herdeiro da promessa.
O texto de Pv 4.3 ao contrário do que dizem os unicistas confirma que o sentido da palavra hebraica Yachid é único absoluto pois Betseba de fato só foi mãe de Salomão. O fato de Davi ter tido outros filhos com outras mulheres não vem ao caso.
B) Tentando negar que Echad não tem o sentido de unidade composta.
1) Jr 6.26. Dizem os unicistas sobre esse verso onde ocorre Echad:
Tem-se em Jr. 6.26, outro versículo que costumam citar, mas nesse caso é o valor único do filho e não o fato de ser um filho. A intenção não recai na quantidade, mas no valor de ser único.
Refutação: A questão é que nesse caso a unidade composta é válida sim, exatamente porque esse único filho compõe todo o conjunto de expectativas.
2) Gn 2.24.
Argumentam os unicistas:
Outro versículo requerido, desta feita, para reivindicar unidade composta, para o termo Echad, é Gn. 2.24 “Portanto deixará o varão o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne.” Mas, observemos que o texto está mais para linguagem figurada, posto que somente figurativamente podemos entender “uma só carne” referindo-se a dois corpos físicos, ou esteticamente, no ato da relação sexual. “Tornar-se” unidade composta tomando como base seres físicos só se admite se fizermos uma análise muito superficial dessa ideia. Imaginemos agora mais detalhadamente: Um homem e uma mulher, duas unidades fisicamente distintas e literais, casam-se e tornam-se uma só carne. Se o sentido não for figurativo, então, forçosamente teremos que entender que para tornar-se unidade composta, seriam quebradas as leis da física, pois dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo; criando um novo ser, um hermafrodita: homem e mulher em “uma só carne”, e se o sentido é, de fato, figurado, então, essa passagem de Gênesis não serve como ponto de apoio correlacional à Dt.6.4 como requerido pelos defensores do argumento trinitário. A insistência vem também através da leitura de I Co. 6.16,17, mas, nesse caso, o verso 16 fala do pecado da prostituição quando um homem “torna-se um” com a meretriz; e no seguinte se informa que ao ajuntar-se com o Senhor o homem se torna um mesmo espírito, assim, ou o sentido é diverso daquele requerido pelos defensores da pluralidade composta de Echad nesses versos (Gênesis e I Coríntios), ou então Deus não é apenas uma trindade, mas uma poliunidade; muitos milhares de pessoas seriam um Espírito com o Senhor: “Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele” (ARA). Nesse pormenor de I Coríntios, não estou opinando, mas, apenas questionando.
Refutação: Ora, se ambos, marido e esposa, duas pessoas, são uma só carne, está sim se falando de uma unidade composta. Seja figurada, seja mística ou representativa a unidade é composta.
3) Dt 17.6.
Dizem os unicistas:
Outro versículo que mostra bem o engano do argumento que afirma ser אֶחָֽד (Echad) a palavra exata para designar uma “unidade composta” é Dt. 17.6 “Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só testemunha não morrerá”. Pela boca de uma só testemunha ninguém deveria ser condenado. “Uma só” ali é אֶחָד e, sem dúvidas, essa única testemunha não é uma composição de testemunhas; nem vários entes em uma só testemunha ou coisas do gênero. Pelo contrário, a ideia do contraste numérico é inconfundível; é absolutamente UM.
Refutação: Ora, se é necessário três testemunhas para se confirmar um evento ou fato é porque esse evento ou fato precisava de uma unidade composta por três pessoas para ser aceito ou confirmado, uma única testemunha deveria ser recusada exatamente por esse testemunho não ser um conjunto de duas ou três pessoas, nesse caso é o Echad do testemunho de uma testemunha que deve ser recusado, ou seja, mesmo que o depoimento seja composto por um conjunto de informações pela testemunha, ele não deveria ser aceito, porque é o conjunto de pessoas que dá validade e não a testemunha com sua história. Além disso, é preciso lembrar que o texto está falando de pessoas, e pessoas são formadas de corpo, alma e espírito, portanto são unidades compostas. O mesmo raciocínio se aplica ao texto de Ec 4.8, onde também o termo Echad é usado para uma única pessoa.
4) Ct 6.9.
Dizem os unicistas:
Cantares 6.9: “Porém uma é a minha pomba, a minha imaculada, a única de sua mãe, e a mais querida daquela que a deu à luz …” Tanto a palavra “uma”, quanto a palavra “única” é tradução de אַחַת, uma forma feminina da palavra אֶחָֽד e como se pode perceber, não podemos requerer “unidade composta” nessa filha única, e, não se pode negar que apenas e somente uma é a amada que Salomão ali.
Refutação
Ora, a esposa de Salomão é sua esposa, e como tal é uma só carne com ele, que já vimos é o fundamento da unidade composta. Sendo a única filha de sua mãe a esposa de Salomão tornou-se para sua mãe uma unidade composta agora casada com Salomão.
Rm 9.5
Traduções comentadas - Rm 9.5
Texto grego
ὧν οἱ πατέρες καὶ ἐξ ὧν ὁ Χριστὸς τὸ κατὰ σάρκα ὁ ὢν ἐπὶ πάντων Θεὸς εὐλογητὸς εἰς τοὺς αἰῶνας ἀμήν
Tradução
dos quais são os pais e dos quais o Cristo segundo a carne, sendo ele, sobre todos, Deus bendito para sempre amém.
Esse verso tem sido vertido em algumas traduções como se fosse uma glorificação a Deus pai e não uma declaração referente a Jesus Cristo. Mas para que fosse algo uma glorificação como: "Deus seja bendito para sempre amém!" o verbo ser grego, o EIMÍ, deveria está no presente ou no imperativo, mas ele está no particípio (ὢν) e está dizendo o que Cristo é. E assim não pode significar uma glorificação a Deus, mas uma afirmação sobre Jesus. Além disso o contexto fala do lamento de Paulo por conta do povo israelita mesmo tendo grandes vantagens sendo o povo escolhido por Deus no Antigo Testamento ainda em sua grande maioria rejeitava o evangelho. Paulo não poderia está glorificando a Deus em tal triste situação.
Perseverança dos santos
Perseverança na santidade.
O ensino da perseverança dos santos deveria ser visto mais como uma capacidade dada por Deus de não pecarmos e não se envolver com as paixões mundanas do que um direito de não perdermos a salvação. Os calvinistas enxergam esse ensino por esse prisma de promessa, mas o crente em Jesus, que tem uma nova natureza, participante da divina, pelo Espírito Santo, sabe que tem nisso, nessa nova vida dada por Deus, a liberdade do pecado e que é exatamente por isso que sabe que não mais voltará para o mundo. É no novo nascimento que o ensino da perseverança dos santos deve ter sua base e não numa promessa de não se perder. Quem é vencido pelas paixões mundanas de 2Pe 2.17-20 é porque não participa da natureza divina de 1Pe 1.3,4, sendo mais do que vencedor sobre o pecado pela graça de Deus em Cristo Jesus.
Devemos desconfiar de pessoas que reafirmam perseverança dos santos para justificar seus deslizes. Um crente verdadeiro deve ser muito mais combativo contra o pecado e o mundanismo do que um arminiano que parece o tempo todo lembrar esse ensino porque precisa assegurar sua salvação. Não é por medo de perdermos a salvação que combatemos o pecado, mas porque nascemos de novo.
A prova para o anabatista que sua salvação era eterna vinha por causa da recusa de negar o cristianismo mesmo sob tortura, queimaduras e afogamento. A perseverança em seguir a Cristo mesmo nas mais terríveis adversidades era o sinal da perseverança de Jesus como chama Apocalipse 1.9.
Textos como 1Jo 3.9 "Quem é nascido de Deus não comete pecado, porque a semente de Deus permanece nele, e ele não pode pecar, porque é nascido de Deus" e 2Pe 1.3, 4 "visto que o seu divino poder nos tem dado tudo o que diz respeito à vida e à piedade, pelo pleno conhecimento daquele que nos chamou por sua glória e virtude, pelas quais Ele nos tem comunicado as suas preciosas e mil grandes promessas, para que por elas vos torneis participantes da natureza divina, tendo escapado da corrupção que há no mundo por sua concupiscência" são os textos que comprovam a perseverança dos santos e não um ditado de "uma vez salvo, salvo para sempre!", que mais parece uma chancela para pecar.
Imortalidade da alma
A primeira menção da imortalidade da alma.
Em Gênesis 4.10 quando Deus disse a Caim logo depois que matou seu irmão que a voz do sangue de Abel clamava por Ele. Fica evidente que essa afirmação indicava que alguma do morto Abel ainda existia. Quando comparamos esse versículo com Ap 6.9-11 que fala das almas que debaixo do altar também clamam por por vingança por terem sidos mortas, fica claro que a voz do sangue de Abel clamando a Deus era também sua alma.
Conforme Mt 23.35 todas as pessoas que foram assassinadas estariam reunidas num tipo grupo afim de intensificar o clamor por justiça.
E alguém poderia perguntar: Mas por que a Bíblia não esclareceu logo sobre a imortalidade da alma? Ora, no Antigo Testamento o propósito de Deus era que os homens dessem atenção a vida na terra e não a da eternidade. Apenas em Jesus é que a vida eterna e a imortalidade foi trazida à luz (2Tm 1.10).
Possesão demoníaca e crimes
Seria possível alguém endemoniado cometer um crime e alegar inocência por conta da possessão?!
A resposta é não! Em casos de possessão demoníaca a pessoa não consegue praticar um ato objetivo contra o próximo. Havendo um conflito de domínio o espírito imundo não consegue controlar a pessoa de modo que ela faça algo completamente fora si. O que sempre acontece é algum malefício contra a própria pessoa possessa, nunca contra alguém ou de modo incriminador.
Em Tiago lemos que "cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência (natureza pecaminosa). Depois, havendo a concupiscência concebido, dá luz o pecado, e o pecado, sendo consumado, gera a morte" (1.14, 15).
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