quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A expulsão de demônios verdadeira.

A Expulsão de Demônios Verdadeira (ENSAIO)
Por incrível que pareça não encontramos no mercado editorial bíblico nenhuma obra que trate deste assunto. Há muitas denominações evangélicas que vivem da expulsão de demônios, este passa a ser o centro do culto ou reunião, que impressiona os leigos e desavisados, fazendo-os pensar que estão diante de uma manifestação demoníaca que confere ao pastor que conduz a sessão de exorcismo, bem como a entrevista com o demônio, autoridade sobre os espíritos do mal. Pura conversa! Pura ilusão! Tapeação!
As hostes das trevas há muito estão enganando as pessoas, seja pastores, seja leigos, todos ignoram os ardis do diabo e seus anjos. E eu estou por aqui... com diabo e seus anjos. CHEGA!
A expulsão de demônio das seitas universal do reino de deus, deus é amor, internacional da graça e toda essa gama de seitas neopentecostais são inferiores aos da macumba e do espiritismo, que pelo menos fazem o exorcismo de graça, e sabem diagnosticar quando o problema é psíquico e não de ordem espiritual. Mas ao falar não pensem que estou dando apoio a esses outros exorcismos. De modo algum!
Este trabalho visa explicar com base nas Escrituras a verdadeira expulsão de demônio, que sempre glorifica a Jesus, sua obra, seu sacrifício, e não ao homem ou a alguma denominação interesseira.

A expulsão de demônios pelo Evangelho
A primeira coisa que devemos saber sobre a expulsão de demônios bíblica, e que desmascara de imediato os que vêm sendo praticado por muitas denominações, é que ele está diretamente vinculado a pregação do Evangelho, o contexto da passagem principal que trata na Bíblia sobre este assunto é muito clara, vejamo-la então:

“E disse-lhes (Jesus): Ide por todo mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E esses sinais acompanharão aos eu crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos e estes serão curados” (Marcos 16.15-18).

Assim, nota-se que o carro-chefe de tudo o que é dito nessa passagem é encabeçada pela pregação do Evangelho. A grande maioria dos atuais expulsões de demônios ignora a mensagem do Evangelho. E o qual é a mensagem do Evangelho? Trata-se da mensagem do perdão em Cristo que nos possibilita a recebermos o Espírito Santo, nos tornando em novas criaturas em Cristo Jesus (Ef 1.13; Rm 1.16; 1Co 1.17, 18, 21, 24, 30; 2.4; 6.11; 2Ts 2.13). Exatamente porque a expulsão de demônio verdadeira busca impossibilitar a volta do demônio, que segundo Jesus, piora a situação da vítima do demônio, já que ao voltar, o demônio vem mais com mais sete espíritos piores do que ele, como lê em Lucas 11.24-26:

“Ora, havendo o espírito imundo saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso; e não o encontrando, diz: Voltarei para minha casa, donde saí. E chegando, acha-a varrida e adornada. Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e o último estado desse homem vem a ser pior do que o primeiro”.

Portanto, se a expulsão de demônios não for definitiva, é melhor que não seja feita. E ela só será definitiva, isto é, sem possibilidade do demônio voltar, se o Evangelho for anunciado para que a pessoa receba o Espírito Santo que impossibilitará a entrada do demônio, já que Ele após entrar pelo Evangelho se apossará do nosso corpo até a volta de Cristo (Ef 1.13; Rm 8.), daí a Bíblia dizer que o crente no Evangelho é templo do Espírito Santo (1Co 6.17; 1Co 3.16), ou seja, o Espírito passará a ser o dono do nosso corpo, porque fomos comprados pelo sangue de Jesus (1Co 6.17, 18; 1Pe 1.18, 19), passando a ser propriedade exclusiva de Deus (1Pe 2.9; Tt 2.14), sendo a habitação do Espírito Santo a garantia dessa compra adquirida a ser plenamente efetivada na ressurreição (Ef 1.13; 4.30; Rm 8.23).
Jesus ao expulsar os demônios impossibilitava deles voltarem, lemos em Mc 9.25: “E Jesus, vendo que a multidão, correndo, se aglomerava, repreendeu o espírito imundo, dizendo: espírito mudo e surdo, eu te ordeno: sai dele, e nunca mais entres nele”. Porque sabia que a expulsão dos demônios deveria impossibilitar o retorno do espírito imundo.

Expulsando os demônios em nome de Jesus, e não pelo nome Jesus
É preciso se observar também que a maioria das atuais expulsões de demônios são feita usando o nome “Jesus”, por uma má compreensão do que o texto de Marcos 16.15-16 significa. Expulsar os demônios em nome de Jesus é fazê-lo na sua pessoa, ou seja, estando em comunhão com Ele pelo seu Espírito. Se alguém não tem o Espírito de Cristo não pode repelir verdadeiramente os demônios dos endemoniados. A frase “Eu de repreendo em nome de Jesus” apesar de glorificar a Cristo (Mc 9.38, 39), não significa que de fato houve verdadeiramente a expulsão dos demônios (Mt 7.22). Mas a verdadeira expulsão de demônios vem pela crente no Evangelho, o genuíno salvo, que tem o Espírito de Cristo habitando em seu coração. Pode-se até nem sequer mencionar a frase, porque na verdade a expulsão dos demônios é feita pela nossa vida em Cristo. É o crente em Jesus que repele os espíritos imundos. Observe que em At 28.3-6 Paulo é mordido por uma serpente e nada lhe acontece, sem que ele tenha invocado o nome de Jesus, como alguns pensam que o texto de Marcos 16.15-18 afirma. O mesmo ocorre na cura do coxo de At 14.9, 10, onde Paulo curou o homem sem citar o nome de Jesus.

A oração e o jejum na expulsão de demônios
O texto de Mt 17.19-21 registra que os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular e perguntaram-lhe por que não puderam expulsar certo demônio de um rapaz, ao que Jesus respondeu que foi por causa da pouca fé dos discípulos, acrescentando que aquela “casta de demônios não se expulsa senão a força de oração e jejum”. No entanto, esse acréscimo não aparece nos mais antigos manuscritos do Novo Testamento grego. Nota-se que realmente a passagem fica confusa com esse acréscimo, ficando com duas respostas sobre o porquê dos discípulos não puder expulsar o demônio. Mas, partindo da minha antítese sobre os manuscritos gregos do Novo Testamento (ver antítese dos manuscritos do Novo Testamento grego), não julgo que o jejum seja de todo descartado na obra de libertação do poder das trevas. O jejum é um recurso próprio que o homem de Deus pode usar para sinalizar sua consagração a Deus. Jesus se consagrou ao seu ministério de modo único com os quarentas dias que ficou sem comer, era necessário essa consagração única porque Cristo iria comer e beber com os homens para melhor interagir com os homens ao contrário de João Batista (Mt 11.18,19), fez isso por sabedoria para mostrar que Deus de todos os modos tentou ajudar aqueles judeus orgulhosos a receberem o Evangelho. No caso, Jesus se humilhou dando a entender que era um homem sem disciplina e austeridade ministerial. Mas sabemos que Jesus era dedicado e esmerado no seu ministério. Sabia fazer a obra de Deus com sabedoria e critérios fixos, que quebrava apenas por seu amor ou por ver lições para a posteridade (Compare Mt 10.5, 6 com Mt 15.21-28).
O jejum único de Jesus serviu para capacitá-lo ao seu combate ao diabo e as forças das trevas. Recomendo a todo ministro de Cristo que jejum, de modo único, uma vez por mês, uma vez por ano, todo sexta-feira, enfim, o critério é Deus, na Pessoa do Espírito Santo, quem lhe dará (Rm 8.14).
O próprio Jesus não expulsava os demônios por seu próprio poder, já que por conta de sua encarnação Ele se esvaziou de seus atributos divinos (Fp 2.5). Em seu ministério terreno Jesus operava por meio do Espírito Santo (At 10.38), incluindo as expulsões de demônios (Mt 12.38), por conta disso, os discípulos também expulsavam os demônios durante o ministério terreno de Jesus por extensão de sua unção. Mas depois da ressurreição, Jesus recebeu todo o poder no Céu e na terra (Mt 28.20), tendo então repassado esse poder a sua igreja.
Obviamente que o incidente de Mt 17.14-21 que Jesus recomendou a oração e o jejum se deu nas fronteiras do Antigo e do Novo Testamento. Após sua morte e vitória na cruz Jesus repassou seu poder a sua Igreja, qualquer crente verdadeiro tem poder sobre todo o poder do inimigo, mas no quesito livre-arbítrio precisa trabalhar na intercessão, o que explico agora.

Sobre o jejum e a oração
Apesar de Jesus ter falado do jejum e oração para expulsar demônios antes do estabelecimento do Novo Testamento, que se deu em sua ressurreição. Creio que a oração e o jejum podem ser usadas sim para ajudar na expulsão de demônios, principalmente naqueles casos em que a pessoa que é endemoniada quer ser assim. Nestes casos, o demônio não pode ser expulso, já que Deus em respeito ao livre-arbítrio da pessoa não poderá livrá-la da influência maligna. Mas se outra pessoa, usando seu livre-arbítrio, orar em intercessão por esta que não quer se livrar do espírito maligno conseguirá que o livre-arbítrio da pessoa que não quer se livrar do demônio seja anulado pelo livre-arbítrio do intercessor.

CONTINUA

domingo, 25 de outubro de 2009

Os medicamentos à luz da Bíblia

Os Medicamentos à Luz da Bíblia

Escrito com todo carinho especialmente ao amado irmão Marcelo da igreja Batista Renovada Moriá.

Em Apocalipse 21.8 e 22.15 encontramos a palavra grega que foi traduzida por feiticeiro, que é fa,rmakoj (fármakos) origem da nossa palavra “farmácia". Esta palavra possui dois afluentes de derivação. Um, que é mais antigo, alude ao tempo no qual muitos dos medicamentos eram mais superstição e crendice que produtos cientificamente testados e efetivos. Rituais, passes, mantras, fogueiras, bruxarias e mágicas se valiam de misturas de coisas sem o menor critério experimental. Neste sentido é que fármakos é condenado na Bíblia. Coisas preconceituosas segundo a definição do dicionário de preconceito, que é “conceito ou opinião formado antes de ter os conhecimentos adequados, criando um tipo de superstição ou crendice desassociada da verdade, que gera ódio ou aversão a outras raças e religiões”.
A Bíblia é contra o preconceito, mas seus ensinos, por muitos considerados preconceituosos, não deixam de condenar as práticas dos homens que estão em desarmonia com a verdade de Deus contida em suas páginas.
Acredito piamente que muitas das doenças curadas por Jesus só foram realizadas porque não existiam naquela época os medicamentos que hoje nós dispomos.
A mulher do fluxo de sangue “havia padecido muito á mão de vários médicos, e despendido o que tinha, sem contudo nada aproveitar, pelo contrário, indo a pior” (Mc 5.26), mas porque os médicos não tinham de fato como curar aquela menstruação crônica. Se tivessem não seria necessário Jesus tê-la curada. Jesus mesmo disse “Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes” (Mt 8.13).
Já em Gênesis encontramos quando Deus criou as plantas medicinais: “Ao homem disse (Deus): Porque deste ouvidos à voz da tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por tua causa; em fatigas comerás dela todos os dias da tua vida. Ela produzirá também espinhos e abrolhos, e comerás das ervas do campo”. Observe que Deus criou por conta da queda de nossos primeiros pais os espinhos e os abrolhos, mas também as ervas do campo da qual diz Ele o homem necessitaria comer. Pois bem, essas ervas são as que hoje se usa para fazer os medicamentos.
Hoje repito muitas doenças não precisam mais de cura, visto que temos os medicamentos que a longo dos anos os homens, imagens de Deus, desenvolveram. Negar esses medicamentos é negar que o homem que Deus fez não é criativo e sua imagem. É verdade também que se Deus quiser curar, até febre, dor de dente, dor de cabeça, dor de barriga Ele o pode fazer, mas não seria muito coerente com o desenvolvimento do homem, previsto pela própria Bíblia (Dn 12.1, 2), mas se Ele quiser, e em momentos especiais, como em extrema pobreza daqueles que sequer podem comprar um analgésico, Ele agirá. Costumo dizer que é mais fácil Deus curar um cego de nascença hoje do que alguém com febre.
Na época de Jesus havia pessoas que sofria de epilepsia, chamadas na Bíblia de “lunáticos” (Mt 4.24), esses lunáticos não eram endemoniados como esse texto supracitado deixa claro quando distingue estes daqueles. Ora, nós sabemos que hoje existe um medicamentos específicos para conter a doença da epilepsia, assim como para ajudar as pessoas que sofrem de doenças psíquicas, como esquizofrenia, bipolar, etc. Todos que padecem dessas doenças devem se valer dos medicamentos indicados para o tratamento. Recusá-los é agir em desarmonia com o progresso natural do homem. É verdade que Deus pode curar totalmente todos que padecem dessas doenças, mas caso não se dê isso, seria falta de sabedoria e orgulho, querer recusar os medicamentos que Deus indiretamente criou.
Vale observar que a Bíblia revelando sua harmonia com o progresso diz que a cura das nações no futuro será por meio das folhas da árvore da vida, e não por milagres imediatos e surpreendentes (Ap 22.2).

Luiz Sousa em Cristo eternamente!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A ética da sexualidade - parte 2

A Ética da Sexualidade – Parte 2
A morte, a “morte” e a obediência

O limite do combate ao pecado é a morte, segundo Hb 12.4. No caso do uso dos anticoncepcionais e da ligação de trompas a morte é muitas vezes posta como o último recurso de obediência, mas acho precipitado esse modo de argumentar, igualando os dois procedimentos. Não convence o espírito. Morte com morte se anula, mas subvida com morte há embate. Afinal de contas, como costumo argumentar, a mulher que faz ligação de trompas está enveredando por um tipo de pecado de morte física, já que, segundo 1Co 3.17: ‘aquele que destruir o tempo de Deus, Deus o destruirá’. Mas, se uma mulher está em risco de morrer se ficar grávida, e resolve se valer das pílulas “anti-concepção” vejo uma mal menor, que em meu conceito ético absolutista, que é o conceito anabatista, é válido até certo ponto. Seria um delito menor do que a ligação de trompas. Esta, no entanto, refiro-me a ligação de trompas, que é um aleijamento, uma destruição do corpo, é fatal e, decididamente, é um delito maior que o uso de anticoncepcionais.
Entendo que o uso dos anticoncepcionais é um delito,mas a ligação de trompas é pecado.
Esclareço que delito é diferente de pecado (Ver Ef 2.1). Delito é um passo em falso, e pecado é errar o alvo, ou seja, é claramente quebrar a doutrina ou os mandamentos de Deus.
A meu ver a mulher que se vale do uso de anticoncepcionais para evitar a morte – e julgo que tenho o Espírito de Cristo, e de glória (1Pe 4.14), ou seja, com disposição de morte para não cometer pecado – não peca de modo grosseiro, é um delito, tal qual o de Davi ao comer o pães da proposição, que não era lícito para ele comer, mas que foi permitido por Deus porque algo maior estava em jogo, no caso, a descendência de Jesus.
Mas destaco e ressalto: isso só válido para mulheres que de fato e verdade correm risco de vida, e se tiver plena convicção de que não está pecando (Rm 14.23), mas apenas cometendo um delito, um passo em falso.
Todavia, é bom que se diga que nós do Novo Testamento podemos ter acesso as manifestações espirituais do Espírito Santo, como a fé e a cura. Creio que estas manifestações (conhecidas por dons) podem muito bem ser usadas pela igreja para contornar essas dificuldades éticas. Em outras palavras, a mulher que corre risco de vida se não usar de anticoncepcionais, pode se livrar disso por meio da oração da fé e das manifestações do Espírito, em vez de se valer dessas pílulas, que como efeitos colaterais podem não só matar, mas gerar uma série de problemas que acarretarão numa subvida pelas doenças, como câncer, falta de apetite sexual (e a subsequente traição do marido), irritação e tudo mais que tem estragado a vida das mulheres do século 20 e 21.
Mulheres que fizeram ligação de trompas também podem suplicar a cura a Deus e talvez Ele, em sua bondade, possa conceder-lhes a cura do aleijamento.
Mas o consciente ou inconsciente (acho muito difícil ser inconsciente isso!) pecado de fazer a ligação de tropas é um convite a morte e subvida.
Quando a mulher entra na menopausa, quando não mais pode engravidar, e tem suas trompas ligadas a aceleração da morte aumenta. Neste caso, será inútil pedir a cura. Porque é um tipo de zombaria para com Deus, como um ladrão que é preso e chorando diz que está arrependido, mas seu choro não é de arrependimento, mas de tristeza pelas consequências dos seus atos. Se a mulher se arrepende da ligação de trompas depois que não pode mais engravidar é chantagem com Deus. E de Deus ninguém zomba, tudo que o homem plantar, ele vai colher (Gl 6.7).
Quando no título acima eu falo de uma morte entre aspas, quero dizer da morte da impossibilidade da obediência. O rei Saul perdeu tudo por sua desobediência a Deus. O pecado é mais grave do que possamos imaginar, é uma afronta ao nosso criador infinitamente mais sábio do que nós! Deus fez a mulher como cuidado, sabe que o melhor para ela é ter filhos, mas a ética da conveniência dos tempos modernos tem feito as pessoa discordarem de Deus, é lamentável. Mil vezes lamentável! Lamentável até a eternidade!!! Lastimoso e choroso até o mais absurdo exagero, já que as palavras me fogem para descrever a ênfase do que desejo fazer.
Hoje as pessoas se medem pelo que tem, e não pelo que são em Cristo. Vivemos a época das conveniências, mas Deus não é deus de conveniências. Deus é o Deus do agora ou nunca. Ou você está com Ele ou não. Ou morre com Ele como um verdadeiro anabatista ou não. Ou é seu Filho ou não! Jesus disse quem comigo não une, divide (tradução direta do original grego).
Quando um homem está velho, sem mais libido sexual, e resolve deixar sua amante, estará “morto” para a obediência. Mas se ele decide deixar sua amante com todo o fogo do desejo sexual, Deus lhe dará graça, e será uma bênção, e um exemplo para muitos.
Muitos têm argumentado comigo usando o texto de At 17.30 e para esclarecê-lo me utilizo do texto da apostila do ensino da Soteriologia do Ceta (Centro de Ensino Theológico Anabatista):

Esclarecendo o texto de Atos 17.30.
O texto acima citado registra: “mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam”. Alicerçados nesse texto, alguns acham que os pecados cometidos antes de suas conversões devem ser desconsiderados. Alegam, por exemplo, que divórcios, adultérios, assassinatos e crimes que deixam sequelas sociais, foram todos perdoados e por isso não devem ser levados em conta depois que nos convertemos. Quem pensa dessa forma demonstra que não entende o que significa o perdão no cristianismo. Na cruz, Jesus recebeu o castigo da separação de Deus que nossos pecados nos trariam (Mt 27.46 comp. com Mt 7.23; Rm 6.24), quem nEle crer está livre da condenação da morte eterna; no entanto, as consequências dos nossos pecados não foram anuladas. Mesmo depois de perdoado e salvo, Paulo ainda sentia as consequências de sua perseguição à igreja (1Co 15.9). O Senhor Jesus ficará com as cicatrizes de seu sacrifício por nossos pecados para toda a eternidade.
Na verdade o texto de At 17.30 não está dizendo que Deus não leva em conta o pecado dos homens, mas que não leva em conta os tempos da ignorância para conceder-lhes o direito ao arrependimento, pois tanto a fé como o arrependimento para a salvação são concessões amorosas de Deus para os judeus e posteriormente aos gentios (At 3.31; 11.18; 13.46-48; 14.27; Fp 1.29; Tt 2.11, 12). Se o texto de At 17.30 estivesse dizendo que Deus não levaria em conta o que os homens fazem porque não sabiam plenamente a verdade, os gentios antes de Cristo não seriam condenados, seria muito melhor Jesus nunca ter vindo para salvar os homens, bastaria deixá-los na ignorância do Evangelho. E o que dizer da revelação natural da justiça de Deus, citada por Paulo na carta aos romanos, quando diz que a ira de Deus se manifesta contra o pecado, e que seus atributos invisíveis que tornam os homens indesculpáveis em suas impiedades, maldades e idolatrias (Rm 1.18-32)? Não faria sentido. O texto de Rm 2.12-16 também deixa claro que todos os que pecaram, com ou sem a lei, serão julgados por seus pecados. Os que não tinham a lei de Moisés revelavam a lei escrita em seus corações, testificando juntamente suas consciências e pensamentos, quer acusando-os ou defendendo-os. Portanto, o texto de At 17.30 não está dizendo que Deus ignora os pecados dos homens que desconhecem as normas e ensinos contidos em sua palavra escrita.

Espero ter sido útil àqueles que amam a verdade. Diante de Deus: Luiz Sousa em Cristo eternamente!

Apologia do anabatismo passivo e ativo e crítica do anabatismo morno

A apologia do anabatismo ativo e passivo e os mornos.
O anabatismo passivo como se vê na igreja de Deus em Cristo menonita é por mim considerado adequado até certo ponto. Explico: Caso alguém deseje se filiar a esta igreja para viver um refrigério terreno, um refúgio cristão, neste mundo tenebroso não há nada de errado. Nos períodos de carnaval alguns crentes fazem retiros espirituais, enquanto outros evangelizam os carnavalescos. Portanto, são atitudes válidas e perfeitamente aceitáveis.
O anabatismo ativo como é praticado por alguns irmãos da igreja batista renovada moriá, que partem para a guerra espiritual, combatendo o pecado,o mundo e o diabo é o outro lado da vida cristã.
O meio-termo dessas duas atitudes é que não é recomendável. Crentes que nem são ativos ou passivos. Estes vendem suas almas aos empregos, à cultura, ao turismo, a comodidade, às diversões e as coisas do mundo. São crentes mundanos. Ouvintes de pregação. Que não se dão a obra de Deus. Nem sequer ajudam financeiramente. São plateia ou expectadores que me irritam quando vêm me elogiar ou estimular à viver as guerras do Senhor. Não preciso disso! Sei meu caminho e meus encargos na vida cristã.
Nada contra aos irmãos que querem viver uma vida acadêmica. Mas será que é isso que Deus quer de você, meu irmão?!?
Eu pessoalmente sou dado ao estudo, sinto-me bem no mundo acadêmico e esse também sente minha falta. Tenho talentos natos para as ciências humanas. Mas contrariando minha própria natureza e dons preferi os pobres e carentes intelectualmente para me dar como ministro do Evangelho de Jesus Cristo. Apesar de uma larga bagagem filológica, ainda prefiro palavras simples, do povão, para melhor ser entendido. Às vezes fico triste pela falta de meus pares ou como dizia na época de criança de pessoas do meu TOP. Mas não me desespero sempre tenho alguém de peso para conversar vez por outra, e meu Deus me supre nessas carências por meio da oração profunda.
Para e reflita: Será que a faculdade é o que Deus deseja de você? Será que o casamento é o plano de Deus melhor para tua vida? Não seria hora de renunciar tudo e ir para o interior do Ceará e fazer a obra que Deus quer que você faça?
Reflita, ore, seja sincero. Sacrifique sua carreira se assim for o melhor para Deus. Não busque o melhor para você. Vá no altar de moriá e sacrifique seu “Isaque”. E seja ou um crente passivo de qualidade ou um ativo, o que não dá é para ser o que você é: um nada diante de Deus, um morno.

Luiz Sousa em Cristo Eternamente!

Silas Mala Falha

O Silas Mala “Falha”

Que Silas Mala faia é evangelista é inegável, assim como acho também que o Sílvio Santos também tenha esse dom de Deus, apenas não se ligou ao Evangelho para que tal talento fosse usado da forma que Deus propôs deste a eternidade. Que Silas Mala faia é um grande líder da igreja Assembleia de Deus no Brasil é outra verdade indiscutível. Que esta igreja é fruto do maior avivamento espiritual de todos os tempos eu sempre disse e repito. Mas infelizmente as Assembleias de Deus estão a se desviar do caminho de glória que Jesus sempre quis que esta denominação andasse, e a culpa é dos líderes, dos pastores! E agora especificamente deste ícone dessa denominação.

Silas Mala faia só pensa em crescer, crescer, sem se importar com a qualidade. Seus livros são muitos, mas são fracos, sem unção, graça e poder. Assim como o era dos do euCAIO Fábio, o anjo caído, como ele mesmo se definiu quando o diabo cobrou a sua parte da negociata. Saiba Silas Mala faia e seus fãs, que Deus cobrará de você a sua negociata com o diabo.

O diabo já me ofereceu a fama, a glória e o prestígio. Mas recusei, assim como fez meu Senhor Jesus. Sou profeta de Deus, não tenho etiqueta de venda na minha testa. Hoje poderia ser um grande líder, um famoso pregador e ensinador das assembléias de Deus no Brasil, uma lenda e rico. Mas me recusei para ser tranquilo em minha consciência. Hoje sou um crente comum, sem pompas, títulos, amigos importantes, desconhecido, pobre, e ainda muito odiado. Mas sou servo de Deus! Sou tranquilo e feliz. Não tenho nada a perder, tendo tudo.

A última bobagem e heresia foi dizer que em 1Pe 3.3 o “não seja o enfeite das mulheres o exterior” não quer dizer uma ordem,mas uma concessão, fazendo uma ênfase invertida em “não seja”. Esse tipo de ênfase quase não existe nas Escrituras, é anacrônica e de péssima exegese e desastrosa hermenêutica.

Em grego o tempo do verbo é o imperativo, e, portanto, trata-se inescapavelmente de uma ordem, um mandamento. Está também enfatizada, não enfraquecidamente, mas naturalmente.

O que esse homem fez é um descalabro interpretativo, um estupro da Bíblia, como gostam alguns de dizer.

Ao usar o tom de voz para interpretar o texto, Silas Mala faia incrivelmente (eu diria até sob inspiração demoníaca) consegue enfraquecer a ordenança bíblica exclusiva das mulheres cristã. Em Gálatas, Paulo usa o tom de voz aberta e claramente para apontar sua indignação (Gl 4.20). Mas tom de voz enfraquecido como se vê em Jesus em Mt 15.26, quando usou o diminutivo de cachorro para não afrontar a mulher Cananeia nem de longe ocorre em 1Pe 3.3.

Silas Malafaia falhou e feio em sua pregação. Levou multidões de assembleianos ao mundanismo e só a eternidade revelará o estrago que ele fez. Lamento por ele, mas muito mais pelos irmãos que foram mal orientados.

Sobre a questão de que os irmãos devem chamar seus maridos de “senhor” outra falha interpretativa se dá. E praticamente o inverso da primeira. No texto, a ênfase recai na obediência de Sara a Abraão. Ou seja, a Bíblia está ilustrando que Sara foi tão obediente ao ponto de chamar Abraão de seu senhor, não que as irmãs devam assim chamar seus maridos. Mas é visível que Silas Mala faia usa do preconceito machista para persuadir seus ouvintes.

É triste ver alguém tão fora do prumo da Palavra de Deus, um vendido ao mundo. Esse logo, logo vai ser corrigido por Deus, caso de fato seja seu filho. Se não, é esperar para o diabo derrubá-lo e com ele um monte de fãs cegos.

Luiz Sousa em Cristo eternamente.

Centro de Ensino Theológico Anabatista

REINÍCIO DO CURSO DE THEOLOGIA APROVADO PELO MARTÍRIO DOS ANTIGOS SANTOS

O Centro de Ensino Theológico Anabatista (CETA), filiado à AMEC, surge para preparar os crentes e os obreiros cristãos para o desenvolvimento do conhecimento nas esferas da teologia, cultura e saber geral, dentro da posição moral e ética dos Anabatistas, em que a praticidade da obediência aos ensinos bíblicos é o foco central, e não o status de bacharel ou coisa parecida, sem no entanto nada ficar a dever a qualquer PHD em teologia que possa existir.

Todo crente ou religioso poderá participar, não haverá discriminação de fé ou posição religiosa.

Nosso empenho será em obter a excelência no conhecimento religioso e teológico, tendo como diferencial a posição anabatista, de radicalismo e fidelidade à ética absolutista, em que preferimos morrer para não pecar contra nosso Deus.

As aulas ocorrerão às Segundas-Feiras, às 19.00 horas, na capela da igreja Batista Renovada Moriá na comunidade Pôr-do-Sol – rua Zubi, 381. Data: 09.11.10
Referências de localização: Depois do Terminal de ônibus de Mesejana.
Telefone para informações 8756-5964 (Luiz Sousa).

O CETA não terá fins lucrativos. Buscar-se-á com ele um encontro de troca de conhecimentos e incentivo ao estudo a todos os cristãos que, desejam se aprofundar na Bíblia, na teologia e nas ciências da Religião com certificação testemunhal, mas que não dispõem de condições de pagar as mensalidades dos seminários e instituições religiosas.

Inicialmente estaremos abordando o assunto da SOTERIOLOGIA (ensinos da salvação) sob a ótica dos anabatistas e depois estudaremos pelas diversas posições religiosas (protestantes, católicas e das demais seitas). E assim se dará com todas as matérias dos seminários, todos os assuntos por eles abordados e estudados serão vistos pela simplicidade dos anabatistas e depois na visão da teologia hodierna. Por isso dizermos que nosso curso possui o diferencial dos anabatistas, considerados os remanescentes históricos da igreja primitiva.

Cada módulo de ensino será computado na grade geral do curso para o aluno obter no final um certificado da AMEC em testemunho de seu saber e aprendizado.

Haverá também o certificado de leitura bíblica e de leitura cultural. Já que todo Theólogo do CETA se verá obrigado a ser um leitor genuíno da Bíblia e de obras profundas. Não se concebe que alguém se intitule bacharel em teologia sem ter lido a Bíblia pelo menos umas sete (7) vezes, vivendo continuamente nesse santo hábito imprescindível para um verdadeiro professor/estudante e cumpridor da Bíblia.

O CETA também realizará debates e palestras sobre questões éticas e bíblicas com respeito e franqueza.

Os questionários das lições estão disponibilizados no SITE da Igreja Batista Renovada Moriá



DEBATES PARA 2010:
· O crente pode usar armas de fogo, sendo vigilante ou militar?
· Pastor pode ser divorciado?
· Existe mulher-pastor?
· As seitas neopentecostais (universal, internacional, mundial, deus é amor, monte dos profetas...) são igrejas ou aberrações eclesiásticas?
· Existe rock, samba, pagode, pop... evangélico???
· O Evangelho e seu lado condenatório (desengando os incrédulos e os falsos crentes).
· Os principados do diabo nas falsas denominações evangélicas – a grande batalha espiritual do século 21.


“Quem sempre estuda parece que sabe pouco!” L.S.

sábado, 3 de outubro de 2009

Comentários sobre a escatologia

A INSIGNIFICÂNCIA E IMPORTÂNCIA DA THEOLOGIA
NA VISÃO DO CETA (Centro Ensino Theológico Anabatista)

A Theologia Bíblica em um segundo:
“A Theologia é praticamente uma ilusão. Quando alguém morre, ele já vai para a eternidade, seja com Deus ou separado dEle. A estada no inferno ou no céu, o arrebatamento da igreja, a grande tribulação, o tribunal de Cristo, o milênio, o juízo do trono branco, e toda essa cronologia bíblica ortodoxa dos acontecimentos escatológicos, tudo isso ocorrerá em uma fração de segundo depois que nós morrermos. É tão rápido, tão rápido, que é praticamente desprezível. Toda a ortodoxia teológica e tudo mais das verdades da Bíblia só servem para este mundo temporal, para nos nortear em nossa vida terrena. No final das contas, tudo isso pouco importará após o décimo de segundo depois que nós morrermos, no final de tudo o que importa é se você se arrependeu e creu em Jesus, mas essas duas coisas, que são uma, precisam serem confirmadas pelo ensino global das Escrituras, o que mostra o quão é importante estudarmos a Theologia para estarmos seguros de nossa fé”. Mestre Luduvicus A. O. Sousius, 27.08.08.

A Theologia Bíblica em vários anos:
“A Theologia precisa ser estudada por causa da verdade sagrada global que sustenta nossa fé, existe várias posições interpretativas que devem ser conhecidas e comparadas com aquela que nosso centro teológico abraça, não para criar confusão ou embates intermináveis, mas para defender e mostrar que há uma harmonia no nosso sistema interpretativo, que é o dos anabatistas, com o sistema de fé estabelecido na Bíblia. Por outro lado, aquilo que se mostrar digno de aceitação das outras posições interpretativas precisam ser computadas em nossa compreensão dos vários pontos da doutrina cristã que não estão bem esclarecidas. Isso exige anos de leitura, estudo, meditação, comparações e conferências entre os sinceros estudantes da Bíblia, juntamente com a igreja em sua simplicidade espiritual até que possamos ter uma resposta satisfatória para darmos a todos que pedirem razão da esperança que há em nós, como disseram os Apóstolos Paulo e Pedro (Cl 4.6; 1Pe 3.15). Todo o theológo que se formar no CETA (Centro de Ensino Theológico Anabatista) estará pronto para se posicionar de modo consciente na posição interpretativa que mais se aproxima da Bíblia, por isso que nosso centro pode se orgulhar de realmente ter ao mesmo tempo uma posição neutra e parcial na teologia, já que nossos estudos e pesquisas não descartarão nenhuma posição interpretativa, mas sempre se norteará por aquela que para nós sempre se apresentou como a verdadeira”. Luiz Sousa, servo de Deus.

Participe do CETA (Centro de Estudo Theológico Anabatista), na capela da igreja batista renovada moría em Caça e Pesca. Rua Acaraú, sem número. Referências de localização: No final da linha 52, entrar pela rua direita (Umaitá) até a comunidade Beira-rio. Telefone para informações 8756.59654 (Luiz Sousa).